segunda-feira, 29 de março de 2010

“Dama Negra”


A vida transformou-te.
Moldou-te consoante o sofrimento,
A dor e perda,
Que no teu coração foi habitando;
E apodrecendo assim as paredes desse castelo,
Outrora luminoso,
Agora, apenas insaciado.

O dia ilumina-te.
É uma bela flor,
Requintada e misteriosa.
Escondeste nos raios de sol
E absorveste toda a energia,
Conservando-a no teu interior
Para fazer uma explosão
Maravilhosa, magnífica.

A noite é a tua cúmplice.
Esconde os teus segredos mais sombrios
E mais preciosos.
Transformaste assim,
Numa flor ambiciosa e selvagem.
Tudo em ti irradia perigo,
Desejo, paixão.

És embriagante,
És vício.
És doce,
És estonteante.
És fogo...

És as palavras sem significado.
És brilho sem cor.
És aroma sem perfume.
És a lua sem as noites.

Que és tu, Dama Negra?
Que me roubaste o ar
Deixando-me a sofucar
Por mais,
Mais de ti,
Mais do teu cetim...

Liadan Tussaud

(escrito por A.Teresa)

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