terça-feira, 13 de abril de 2010

Vozes, tantas vozes na minha cabeça


“Por vezes a vida é dura e triste.
Tantas decisões, tantos sonhos e objectivos que não podemos parar um só segundo e relaxar, apreciar uma bebida e saboriar a brisa suave.
Tantas histórias para viver, tanta coisa ao mesmo tempo!”

Como é possível conseguir escrever com tantas vozes na minha cabeça? Com tantos sentimentos a invadirem-me o coração?
Não consigo! Não consigo ser eu própria, pois não sei quem sou no meio de todas elas! Todas querem assumir o controlo do meu corpo, todas  atropelam-se para serem a próxima a “viver”.
E eu? Quando é que eu vivo? Quando é que eu posso ser verdadeira, simplesmente eu própria sem máscaras, sem jogos, representações ou personagens secundárias...?
Estou cansada, estou exausta desta vida, desta rotina, destas pessoas.
Quero novidade, quero tudo de novo, algo novo na minha vida! Quero aventura, romance, jogos e intrigas. Quero perder o juízo e divertir-me como antes.
Agora não passo de uma protectora de todas. A conselheira, a mãe, a amiga, a confidente.
Quando é que vai chegar a altura de ser eu a precisar de protecção, de carinho, amor, conselhos...
Quando?
Merda para tudo isto!
Chega, para mim chega.
Quero expulsar este monstro de dentro de mim, expulsar tudo que está a pesar na minha consciência!
Quero fugir, quero escrever, quero desenhar, quero ler, quero gritar...
Mas não consigo fazer nada porque quero fazer tudo ao mesmo tempo e desesperadamente. A minha mente não tem calma, não consegue parar.
Quero tudo, AGORA! IMEDIATAMENTE! E não tenho absolutamente NADA!
Quero respostas, por favor, para poder dormir descansada sem pesadelos e portas a fecharem-se constantemente.

Ana Teresa


1 comentário:

  1. Gostei muito do texto!

    Acho que retratas neste texto um pouco de todas as pessoas em geral. Eu também me sinto como tu, cansada da rotina, cansada da cara alegre quando o k me apetece é chorar, cansada de fingir quem sou!

    Dá-me raiva não poder ser eu, eu própria, sem medos nem limites à frente dos outros!Gostaria poder dizer tudo o que me vai na alma e de fazer tudo o que o meu corpo pede, mas a razão fala semrpe mais alto e diz-me "Inês, não sejas tola, controla-te!".

    Que tédio de vida, mas nem tudo é mau. Será que o fingimento não tem coisas boas??

    Podemos ser amigos de pessoas que às vezes nao gostamos muito, podemos chorar a tristeza dos outros quando não a sentimos, podemos dizer que somos felizes sem o sermos.

    No fundo, no fundo, ninguém é 100% feliz mas tenta mostrar aos outros que é, e é ao tentar mostrar que somos felizes que ficamos cansados, ficamos cansados de fugir ao nosso verdadeiro eu!

    ResponderEliminar