quinta-feira, 10 de junho de 2010

“Sentimentos, imagens, ideias. Simplesmente pensamentos...”



Tantos sonhos invadem a minha cabeça...tantos objectivos que quero alcançar...
Pergunto-me “Será que vais conseguir realizar algum?”. A única resposta que me vem, tanto à cabeça como ao coração, é “Não sei. Mas tenho medo de descobrir”.
A força de viver, vontade de vencer, ajuda-me a tentar, a arriscar para descobrir a resposta à minha pergunta mas o medo, por vezes, paraliza-me. O medo de não encontrar nada apesar de toda a força, de toda a luta mas mesmo assim falhar...
Sempre ouvi dizer que todos nós temos um dom. Quis acreditar cegamente nessas palavras. Muitos conseguiram encontrar e viverem felizes com o seu talento. Outros, infelizmente, nunca encontraram o seu talento, acabando por viverem miseravelmente, infelizes.
Será que eu vou encontrar o meu? Queria tanto que o meu dom fosse a arte - a mente, a alma e espírito de artista transpirando as emoções de forma tão intensa e embriagante, sedutora, arrogante e viva! Tudo isso fascina-me de tal modo que esqueci de procurar se tenho mesmo esse talento. Simplesmente depositei todas as minhas esperanças nesse desejo que tapei todas as portas e janelas alheias aos meus interesses, à minha paixão.
Acredito vivamente que o caminho é este: as artes. É a arte que me invade o meu ser todos os dias e adormece comigo todas as noites mas esse caminho tem tantos atalhos, ruelas que me sinto perdida, completamente desesperada, assustada. Não sei qual o desvio que melhor se adapta aos meus sapatos para chegar ao sítio pretendido sem bolhas nos pés e cansaço acumulado em todo o corpo.
Queria tanto viver intensamente as cores, as formas, os sentidos...queria tanto transmitir os vários pensamentos que me invadem tão subitamente, as ideias, as imagens, personagens, histórias, simples paisagens, que não sei como fazer, como transmitir tudo isso para a realidade.
Sinto-me a sofucar, a explodir, pois estou cheia de emoções, sentimentos, “coisas” que não sei controlar, mas que é urgente exprimir, colocar tudo cá para fora. Mas como? Como?
Quem me dera saber a resposta... uma pista, pelo menos, para poder explorar. Mas nada, nada tenho para cobrir parcialmente esta necessidade, este desejo selvagem de viver tudo de todas as maneiras e tão intensamente. Sei que, de tanto procurar, de tanto querer e sonhar, vou acabar por enlouquecer vivendo assim loucamente a vida. Exactamente da maneira que eu gosto de a viver...loucamente! sem consciência!

Ana Teresa

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