terça-feira, 21 de setembro de 2010

“Pensamentos e devaneios em constante guerra”

            Lá fora, os céus abrem-se numa constante guerra.
Troveja sem vergonha ou timidez, dando-nos uma oportunidade de observar a natureza e a sua grandeza e superioridade. De olharmos para dentro de nós e reflectirmos sobre aquilo que fomos, somos e queremos ser.

Tudo é maravilhoso. A vida em si é um autêntico milagre mas, a forma como vivemos não está em sintonia com os sentidos à nossa volta. Por isso, tudo é maravilhoso mas completamente errado.
Existem coisas que nós não percebemos. Mas o que é suposto fazermos com elas?
Existem tantas perguntas às quais não temos qualquer ideia da resposta. Por vezes, tento perceber como vim aqui parar, como tudo nasceu e se desenvolveu. Tento achar uma ligação mas sobretudo uma resposta que tranquilize o meu coração.
Tanta sede, tanta necessidade de perceber, de ter um início, meio e fim... um fim visível. Vejo-me quando olho bem nos meus olhos para ver se existe alguém dentro desse corpo que me olha friamente e de uma forma má e distante, no reflexo do enorme espelho do quarto. Às vezes não me conheço, às vezes não sei onde estou nem quem sou. Perco-me no meio de tantas questões e pontos de interrogação.
Confesso que canso-me de mim mesma, pois enerva nunca estar satisfeita com nada e querer fazer inúmeras coisas ao mesmo tempo mas, agora sou assim, inconstante como o vento, fria como a lua, perigosa como a noite, má, fria como pedra e o próprio precipício como o penhasco onde acaba a terra e começa o mar.
Talvez fosse melhor, tudo isto entrar numa grande agitação e dar uma explosão maravilhosa, assim todos à minha volta não tinham que se preocupar com as minhas constantes mudanças de humor muito menos com os meus devaneios...
Talvez sim, talvez não...
Quem sabe...?!
Eu?! Não sei, um dia direi-te!




Keli R.
(Escrito por Teresa Oliveira)

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