terça-feira, 7 de setembro de 2010

Precipício das almas separadas

Quando estou mais carente, quando preciso de uma voz mais grave, de um abraço mais forte e de um beijo mais sentido, olho à minha volta para ver se te encontro, se te conheço.
Tento reconhecer-te no meio da multidão, pois sinto que já vivemos uma longa e eterna história de amor mas com um fim um pouco trágico.
O tempo, a Natureza, a própria mudança fizeram com que nos separássemos.
E agora? Agora estamos separados apesar de continuarmos ligados, em perfeita harmonia. Mas quero, necessito de te sentir de novo. Tenho saudades do teu cheiro, do teu sabor, do teu calor e paixão...
Oh, custa tanto a separação, esta distância que existe entre nós!
-Ei! Estás ai meu amor? Estás a ouvir-me, a sentir-me? Estou aqui à tua espera, sempre. Vem ter comigo, vem amar-me, vem perder-te no meu corpo que sempre desejaste tão ardentemente!
Grito aos céus, aos mares, à própria Natureza.
Peço ajuda, suplico a Deus pelo meu amado.
Agora encontro-me no sítio em que te conheci. Agora estou onde tudo começou e está prestes a acabar.
Estou no sítio onde te vou encontrar, no precipício da terra e na entrada do paraíso.


Liadan T.
Pensamentos de Teresa Oliveira

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