domingo, 12 de setembro de 2010

Uma brisa tão agreste e violenta...

Por vezes, quando menos esperamos, algo acontece e muda tudo.
Muda os nossos sentimentos, vontades, ideias...muda os nossos sonhos e objectivos e também a nossa vida e futuro.

Por vezes, quando estamos bem connosco próprios e com o mundo à nossa volta, vem uma ventania e derruba todas as palavras,todas as frases e carícias.

Tanto tempo a organizar todas as recordações. Todos os pedaços e a guardá-los para, de um momento para o outro, uma brisa tão agreste e violenta romper pelo buraco da fechadura e destruir tudo sem dó nem piedade.
E agora?
Quanto tempo vai demorar para voltar a organizar tudo de novo?

Tudo acontecer outra vez.
Eu sozinha, a juntar todos os pedaços, a guardá-los a sete chaves e a mudar de sítio para que essa brisa agreste e violenta não torne a entrar e a estragar tudo.

Sempre estive sozinha;
Sempre me vi sozinha;
E por mais promessas que me façam, nada vai mudar este espírito que me habita, que me consome e molda à sua imagem, como bem quer.

Talvez um dia, tudo volte a ser como é suposto.
Que a luz volte a entrar pelas janelas, o cheiro a flores encha o ar e as tuas mãos me agarrem na cintura, ficando assim para sempre, junto a mim para toda a eternidade.



Liadan Tussaud 

(Teresa Oliveira)

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