sábado, 9 de outubro de 2010

Na sombra

Já escureceu, é de noite.
Os caminhos nunca mais têm fim.
Andar e andar, mas durante quanto tempo?

Estou sozinha...
Será?
Sinto-me estranha.
Algo está mal, esquisito.
Olho para trás e NADA!
Continuo com o mesmo ritmo mas...
As árvores murmuram,
O vento canta.
Os ramos dançam com o som da música.
Tudo vive sem vida aparente.
Mas que raio...?!
Algo me persegue.
Algo se prepara para me caçar,
Sem dó nem piedade.
O ritmo do meu coração acelera.
A minha respiração, muito rápida, ofegante...
Os meus pés só querem andar mais depressa,
O meu cérebro só quer chegar ao destino.
Mas nada acontece, senão continuarem atrás de mim.
Olho de novo para trás e,
A luz da lua ilumina toda a minha visão
E logo percebi...

Todos os meus medos, angústias e receios,
Todos os meus fantasmas, ódios e raivas
Perseguiam-me.
A minha sombra queria caçar-me e
Esconder-me para sempre.
Ela queria viver através de mim.
Respirar, sentir, crescer...

Mas no fim,
Depois do confronto entre as duas,
Alguém teve que ganhar.
Só uma podia ficar aqui.
Mas quem?



Teresa Oliveira 

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